Moto própria para motoboy: a parcela cabe em dois dias de corrida
Uma moto de R$ 15.000 sai por R$ 104,58 por mês nos primeiros 24 meses de consórcio. Não é promoção nem pegadinha, é a parcela reduzida, e a conta inteira está aberta mais abaixo.
Para quem entrega, a moto não é conforto: é a ferramenta que gera a renda. E o jeito como você a compra decide quanto sobra no fim do mês pelos próximos anos.
A diferença no bolso
Financiamento de moto trabalha com juros altos justamente porque o bem desvaloriza rápido. No consórcio não há juros, há taxa de administração de 16,2%, diluída em 90 meses.
| Crédito | Parcela cheia | Reduzida (24 meses) | Após o 25º mês |
|---|---|---|---|
| R$ 15.000 | R$ 193,67 | R$ 104,58 | R$ 226,06 |
| R$ 20.000 | R$ 258,22 | R$ 139,44 | R$ 301,42 |
| R$ 30.000 | R$ 387,33 | R$ 209,16 | R$ 452,12 |
R$ 104,58 é menos do que muita gente gasta de combustível em dois dias de trabalho. E o crédito de moto começa em R$ 15.000, então dá para dimensionar exatamente o modelo que você usa.
Leia esta parte antes de decidir
A parcela reduzida vale por no máximo 24 meses. Passado esse prazo sem contemplação, ela não volta ao valor cheio original: volta ao cheio mais o que deixou de ser pago, diluído no prazo restante. Numa moto de R$ 15.000, sai de R$ 104,58 para R$ 226,06.
Isso não é letra miúda escondida, é como o produto funciona, e quem entra sabendo não se assusta no 25º mês. O total do plano é o mesmo nos dois caminhos; o que muda é quando você paga.
Você vai precisar de um avalista
Aqui está o ponto que quase ninguém conta antes: no consórcio de motos da Em geral, a apresentação de avalista é exigida em todos os casos. Não é exceção para quem tem restrição, nem regra para crédito alto. É para todos.
Vale saber disso agora, com tempo de conversar com quem vai te avalizar, e não no dia da liberação da carta.
O que mais a análise exige
| Avalista | obrigatório, em todos os casos |
|---|---|
| Comprometimento de renda | no máximo 30% da renda comprovada |
| Garantia | a própria moto adquirida fica alienada |
| Moto usada como garantia | avaliação 30% acima do saldo devedor |
| Idade do bem | até 300cc, 1 ano de uso; acima de 300cc, 3 anos |
| Documento | aquisição só com CRV apresentado |
| Idade do consorciado | 16 anos na adesão, até 85 no encerramento |
Se a moto que você quer custa menos que a carta, a sobra pode ser usada para obrigações ligadas à própria moto, no limite de 10% do crédito. Acessório não entra, capacete, baú e alarme ficam por sua conta.
Os critérios acima seguem a política de crédito da administradora e podem ser revistos a qualquer tempo, sem aviso. É necessário consultar a política vigente na ocasião da liberação do crédito. Atuamos como representante autorizado e intermediamos a contratação; a análise, o deferimento e a liberação são de competência exclusiva da administradora escolhida.
Duas situações comuns
Você já tem uma moto e quer trocar
Vendendo a moto atual, o valor apurado pode ser ofertado como lance. Isso não muda a sua parcela nem o prazo, o lance abate saldo devedor, e só depois da contemplação. O que ele faz é aumentar a sua chance de ser contemplado antes.
Você aluga ou usa a moto de terceiro
A conta é direta: o que você paga de aluguel hoje some no fim do mês. A parcela do consórcio constrói uma moto no seu nome. Compare os dois números lado a lado antes de renovar qualquer contrato de locação.
Você já financiou e está pagando juros
Esse caso quase ninguém conhece: o crédito do consórcio pode ser usado para quitar o financiamento da moto que já é sua. A regra é quitação total, não serve para abater parcelas nem para renegociar saldo.
Na prática, você troca uma dívida com juros por um plano sem juros. Enquanto a moto do financiamento não fica livre para ser alienada à administradora, entra uma garantia temporária no seu nome. Quem está no meio de um contrato caro deveria fazer essa conta antes de continuar pagando.
Escolhendo a moto certa
- Cilindrada muda a regra da garantia. Até 300cc, a moto é aceita com até 1 ano de uso; acima de 300cc, até 3 anos. Isso importa se você pretende usar uma moto usada na operação.
- Consumo antes de potência. Combustível é o custo que mais come a diária de quem entrega.
- Peça fácil e manutenção barata. Moto parada não fatura, e oficina distante custa dia de trabalho.
- Documentação em ordem. A aquisição só é liberada com o CRV apresentado. Moto sem documento regular trava o processo inteiro.
Se a compra for de um parente, existe regra específica: o valor de mercado da moto precisa ser pelo menos 50% superior ao saldo devedor da operação.
Perguntas frequentes
Preciso comprovar renda?
Sim, na liberação do crédito. A regra é não comprometer mais de 30% da renda comprovada com as parcelas. A documentação aceita segue o checklist da administradora, vale confirmar quais documentos servem no seu caso antes de contratar, principalmente se você é autônomo.
Posso usar a moto para trabalhar?
Sim. A moto é sua, sem restrição de uso.
Existe seguro obrigatório?
Há o seguro prestamista, cobrado à razão de 0,0380% sobre o crédito somado à taxa de administração. Ele cobre morte natural, morte por acidente e invalidez permanente total por acidente.
Dá para antecipar a contemplação?
Dá, com lance. Muitos entregadores separam parte do faturamento nos primeiros meses justamente para formar essa reserva, a parcela reduzida existe para liberar esse caixa.
Quanto fica a parcela da sua moto?
Informe o valor e veja a parcela cheia, a reduzida e o que muda no 25º mês.
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Conteúdo informativo. Valores calculados sobre a tabela vigente de grupos novos e sujeitos a alteração; a proposta válida é a apresentada na contratação. Critérios de análise seguem a política de crédito da administradora e podem ser revistos pela administradora. Consórcio é regido pela Lei 11.795/2008; não há data garantida de contemplação.